Juntos por um futuro melhor para uma criança Autista

Primeiro que tudo, quero falar sobre esta mãe em especial. Se existem mulheres guerreiras, esta é uma delas.

Enquanto luta diariamente para dar o melhor ao seu filho autista, esta mãe também cria peças de artesanato com as próprias mãos, tentando juntar cada euro possível para realizar um sonho especial: construir um quarto onde o seu menino possa tocar piano, desenvolver-se e encontrar um espaço de calma, expressão e felicidade.

Eu própria já comprei algumas peças de artesanato feitas por ela, e confirmo: cada vez mais ela tenta surpreender com peças lindas, como pulseiras, bouquets de flores para o dia das mães, para o dia dos namorados, e tantas outras ocasiões especiais. Tudo feito com amor e dedicação.

O filho chama-se Santiago e tem 12 anos e é um menino muito especial. Vive com os pais e dois irmãos numa casa muito pequena, com apenas dois quartos: um para os pais e outro partilhado pelos irmãos. Esta falta de espaço e de privacidade é um grande desafio, sobretudo para o Santiago, que é autista de grau 2.
Apesar das dificuldades, o Santiago tem um talento enorme para as artes. Ele adora cantar e sonha em aprender a tocar piano. A música é o seu refúgio, a forma como comunica com o mundo e encontra tranquilidade. Mas, neste momento, não tem um espaço só dele para poder praticar, desenvolver o seu talento e simplesmente ser quem é, sem incomodar os irmãos.
Para uma criança com autismo, um quarto próprio não é apenas um conforto — é uma necessidade. É um espaço de tranquilidade, privacidade e segurança, onde pode regular as suas emoções, descansar em paz e crescer com dignidade.
A família quer construir um quarto para o Santiago, mas enfrenta várias dificuldades. Devido ao Plano Diretor Municipal (PDM), não é possível recorrer a construção em cimento ou materiais que exijam licença camarária. Assim, foi pedido um orçamento para uma solução alternativa, segura e adaptada, com recurso a estruturas em painel sanduíche, pladur, pavimento vinílico e caixilharia em alumínio.
O valor total desta obra é de 27.426,00 € + IVA (6.033,72 €), perfazendo 33.459,72 €.
Estabelecemos como meta da campanha os 34.000 €, não apenas para garantir a construção do quarto do Santiago, mas também para assegurar que ele possa finalmente ter o espaço e a privacidade que tanto precisa para crescer feliz e seguir o seu sonho na música.”
Com a tua ajuda, podemos transformar o sonho do Santiago em realidade:
✨ Um quarto só dele, onde possa cantar, tocar piano e crescer feliz.
Qualquer contributo, por mais pequeno que seja, fará uma enorme diferença.
Juntos, podemos dar ao Santiago o espaço que ele merece e ajudá-lo a seguir o seu talento.
Porque ás vezes, ajudar não é apenas dar dinheiro. É dar esperança.
Através da Associação “Os grandes Azuis”, estão a angariar fundos para realizar este sonho.
Pode doar através deste link:
E, para conhecer o trabalho da mãe e comprar as peças de artesanato, visite o link:

A doença de Parkinson

A doença de Parkinson é uma doença neurodegenerativa progressiva que afeta principalmente os movimentos, mas também pode impactar emoções, sono, memória e autonomia ao longo do tempo. Surge devido à perda de células cerebrais responsáveis pela produção de dopamina, uma substância essencial para o controlo dos movimentos.

Os sinais mais conhecidos são o tremor em repouso, rigidez muscular, lentidão dos movimentos e alterações no equilíbrio. No entanto, muitos sintomas começam antes mesmo dos tremores, como perda do olfato, alterações do sono, ansiedade, depressão e cansaço constante.

Cada pessoa vive o Parkinson de forma diferente. Algumas mantêm autonomia durante muitos anos, enquanto outras evoluem mais rapidamente.

O acompanhamento médico, fisioterapia ocupacional e apoio emocional fazem uma grande diferença na qualidade de vida.

Mais do que olhar apenas para a doença, é importante olhar para a pessoa. O Parkinson não apaga a identidade, a história e os sentimentos e quem o vive.

A demência de Parkinson

A demência associada à doença de Parkinson, pode surgir em fases mais avançadas da doença. Além das dificuldades motoras, começam a aparecer alterações cognitivas que afetam a memória, atenção, raciocínio, orientação e capacidade de realizar tarefas do dia a dia.

A pessoa pode apresentar maior lentidão mental, dificuldades em encontrar palavras, confusão, alterações de humor, alucinações visuais e mudanças de comportamento. Muitas vezes estes sintomas causam sofrimento tanto para o doente quanto para a família, porque a personalidade e a independência começam a ser afetadas.

É importante compreender que a demência de Parkinson não é “teimosia” nem “falta de vontade”. Trata-se de alterações reais no cérebro, que exigem paciência, adaptação e muito apoio emocional.

O carinho, a comunicação calma, as rotinas simples e um ambiente seguro ajudam a reduzir a ansiedade e a dar mais conforto à pessoa. Cuidar de alguém com demência também exige cuidar de quem cuida, porque o desgaste físico e emocional pode ser muito grande.

E o que se passa no cérebro, principalmente com a diminuição da dopamina?

A diminuição de dopamina pode contribuir para sintomas de depressão, apatia, perda de motivação e prazer.

A dopamina está muito ligada ao sistema de recompensa do cérebro, ou seja, à sensação de motivação, interesse, energia e satisfação.

Na doença de Parkinson, a perda de neurónios na substância negra reduz a doamina, e isso não afeta apenas os movimentos. Também pode afetar:

  • Humor
  • Motivação
  • Capacidade de sentir prazer
  • Energia mental
  • Interesse pelas atividades
  • Concentração

Por isso, muitas pessoas desenvolvem:

  • Depressão
  • ansiedade
  • apatia emocional
  • isolamento social

A depressão no Parkinson não é apenas uma reação psicológica ao diagnóstico. Muitas vezes faz parte da própria alteração química do cérebro causada pela doença.

Amor para a eternidade

Ao longo do meu percurso como cuidadora de idosos, já presenciei muitas histórias. E tenho aprendido muito. Tenho aprendido, que afinal, ainda existem aquelas histórias de amor, que pensávamos que existiam só nas telenovelas. Entre algumas histórias lindas de amor que já presenciei, esta se destaca.
Um casal de idosos. Ele na altura tinha 89 anos, quando comecei a cuidar dele. E ela, 88. Se existem casais que foram feitos um para o outro, este casal com certeza seria um deles.
Todas as manhãs, ele fazia questão de levantar-se mais cedo, para me ajudar a preparar o pequeno almoço para a esposa. Ele fazia para ele, mas dividia sempre o seu comer com a sua mulher. Ali não havia egoísmo. Era tudo dividido. Ele pensava em todos os detalhes. Enchia sempre o copo com água para a esposa e olhava para mim, atentamente, a ver se eu fazia as coisas corretas para a mulher. Não no sentido autoritário, mas ele fazia questão que nada faltasse ao amor da vida dele. Depois iam ver televisão os dois. Lado a lado, de mãos dadas. E ele, com a sua paciência e dedicação, oferecia água a ela, caso ela tivesse sede. E quando ela deitava-se na cama, não poderia faltar, aquele beijinho carinhoso.
Haviam momentos engraçados, me lembro de uma vez que ele gostava de comentar sobre o tempo: “Está sol, mas está frio!” e isto repetia-se durante o dia. A esposa, com um olhar de chateada, disse-me: “Ele já me aborrece, diz sempre a mesma coisa!”-pormenor, ela tinha alzheimer.
Lembro-me um dia importante, quando ele fez 90 anos, veio a família comemorar e felizmente calhou eu estar a trabalhar nesse dia. Eu observava ele. Ele estava num canto, na mesa, de frente para todos, e olhava-os a conviver. Não seria difícil tentar adivinhar o que ele estava a pensar nessa hora. O olhar de orgulho, o denunciava. Orgulho de ter formado uma família tão bonita e acolhedora. Mas também acredito, que ele perguntava a si próprio, se esse seria o último aniversário que passariam todos, reunidos.
Infelizmente, passado pouco tempo, ele faleceu. A esposa sentia a falta dele. A cada dia que passava, eu notava que ela sentia-se triste. E era de partir o coração, quando ela chamava por ele. Quando ela dizia para ele acordar e levantar-se. Mas ninguém respondia. A cama estava vazia, e a esposa sentia-se como aquela cama. Vazia.
Talvez ele, lá de cima, estava a ver ela a sofrer. Talvez, ela já tivesse perdido a vontade de viver. Já não fazia sentido, estar sozinha naquela cama. Embora ela dormia com um bonequinho especial, que eu coloquei para a aconchegar, nunca seria igual, á companhia do seu verdadeiro amor. E eu acredito, ele já estava a chamar por ela. Era hora de partir.
E assim foi, 3 semanas sensivelmente depois, ela partiu deste mundo, em paz, e foi ao encontro do amor da vida dele. Eram almas gémeas.
Se fico triste com o falecimento deles? Fico, e muito. Em tão pouco tempo que trabalhei lá, sentia o amor deles e aprendi muito.
É uma das razões que adoro o que faço. Nunca sei o que me espera. Cuido sempre com alma e coração e ganho depois, estrelinhas no céu. Paz ás suas almas.

Presença, alívio e dignidade: o verdadeiro sentido dos cuidados paliativos

Falar de cuidados paliativos é falar de humanidade num dos momentos mais vulneráveis da vida. Quando a cura deixa de ser possível, o foco muda: deixa de ser “lutar contra a doença” e passa a ser cuidar da pessoa como um todo. Aliviar dor, controlar sintomas, oferecer conforto emocional e garantir dignidade até ao fim.

Os cuidados paliativos podem acontecer tanto no hospital como no domicílio, e cada contexto tem o seu valor. No hospital, existe acesso a equipas multidisciplinares, medicação e tecnologia que ajudam a controlar sintomas complexos. É um ambiente mais estruturado, muitas vezes necessário em fases mais instáveis da doença. No entanto, pode ser também um espaço frio e impessoal, onde o doente se sente longe da sua rotina e da sua rotina e das suas referências afetivas.

Já no domicílio, o cuidado ganha outro significado. A pessoa está no seu espaço, rodeada pelos seus objetos, memórias e, principalmente, pela família. Há mais intimidade, mais proximidade e, muitas vezes, mais tranquilidade.

Pequenos gestos, como segurar a mão, ouvir uma música, respeitar silêncios, tornam-se profundamente significativos.

Mas cuidar em casa, também exige preparação, apoio e, muitas vezes, um desgaste físico e emocional por parte de quem cuida.

Algumas famílias pedem o meu conselho. Mas, a grande verdade, é que não existe um cenário perfeito. Existe o cenário possível e mais adequado a cada situação.

O mais importante é que o doente não seja reduzido á sua doença, mas visto como alguém com história, sentimentos e necessidades únicas. Nos cuidados paliativos, cuidar não é desistir. É, na verdade, uma das formas mais profundas de respeito pela vida. É garantir que, mesmo quando já não há tempo para curar, há sempre tempo para aliviar, confortar e estar presente.

Porque no fim, mais do que prolongar dias, o que realmente importa… é dar qualidade e dignidade ao tempo que resta.

Ao longo do meu trabalho, muitas famílias procuram-me com dúvidas difíceis, daquelas que não têm respostas simples. Perguntam-me, por exemplo, sobre a colocação de sondas nasogástricas em fases muito avançadas: vale a pena? Vai ajudar ou apenas prolongar sofrimento?

E aqui é preciso ter coragem para falar com verdade e sensibilidade. Em muitos casos, nos dias finais de vida, o corpo já não consegue processar alimentos da mesma forma.

Forçar a alimentação, mesmo por sonda, nem sempre traz conforto. Pode causar desconforto, retenção, infeções ou até mais sofrimento. Nessas fases, a prioridade deixa de ser nutrir o corpo e passa a ser aliviar sintomas e respeitar o ritmo natural do organismo.

Isto não significa abandonar. Significa mudar a forma de cuidar. Hidratar a boca, aliviar dor, posicionar com conforto, estar presente. Significa perceber que cuidar também é saber quando não intervir de forma invasiva.

Essas decisões devem ser sempre tomadas com orientação médica e, sempre que possível, respeitando a vontade do próprio doente. Mas acima e tudo, devem ser guiadas por uma pergunta simples e honesta: isto está a trazer conforto… ou apenas a prolongar um processo inevitável?

Cuidar de alguém no fim de vida não é sobre fazer tudo o que é possível… é sobre fazer o que realmente faz sentido para aquela pessoa.

Nem sempre mais intervenções significam mais cuidado. Ás vezes, significam apenas mais sofrimento. E aceitar isso não é desistir. É um ato de amor maduro, consciente e corajoso.

As famílias não precisam carregar o peso de “salvar” quem já está numa fase final. O papel delas é outro: é estar presente, é dar conforto, é garantir que aquela pessoa não está sozinha, nem com dor, nem com medo.

Se houver uma dúvida constante “estamos a fazer o suficiente?” talvez a pergunta mais certa seja: “Estamos a dar conforto? Estamos a respeitar a dignidade desta pessoa?”

Porque no fim, o que fica não é se houve uma sonda, mais um tratamento ou mais um dia…

O que fica é a forma como aquela pessoa foi cuidada, olhada e acompanhada.

E aqui vai algo importante que pouca gente diz diretamente: vocês não têm de escolher entre amar e deixar partir. É possível fazer os dois ao mesmo tempo.

Permitir um fim digno, sem sofrimento desnecessário, também é uma forma profunda de amor.

A despedida

Muitas famílias evitam a despedida por medo de “acelerar o fim”, de emocionar demais o doente ou por não saberem o que dizer. Mas a verdade, é direta: o não dito costuma pesar mais do que o dito.

Se houver consciência, mesmo que parcial, o doente geralmente sente a presença, o tom de voz, o afeto. E esse momento pode trazer paz. Tanto para quem vai, como para quem fica.

O que dizer?

Não precisa de discursos perfeitos. Precisa de verdade.

Coisas simples que têm um impacto enorme:

  • “Gosto muito de ti”
  • “Obrigado por tudo o que fizeste por mim”
  • “Perdoa-me, se for preciso”
  • “Está tudo bem, podes descansar”

Esta última frase, em particular, muitas vezes é libertadora. Há pessoas que parecem “agarradas” porque sentem que a família ainda não está pronta. Dar permissão para descansar pode trazer uma serenidade profunda.

Muitas pessoas engolem tudo. Os sentimentos, as palavras. Parece que não, mas abrindo-se, neste momento tão delicado e especial, pode as ajudar a seguir em frente com a sua própria vida e a lidar melhor com as suas emoções.

O essencial é isto: Se houver algo importante para dizer, diga. Mesmo com a voz a tremer. Mesmo em poucas palavras.

Porque no fim, a despedida não é só sobre quem parte… é também sobre quem fica a conseguir viver com mais paz depois.

 

 

 

 

O silêncio que pesa: quando guardar sentimentos adoece

Há pessoas que aprenderam a engolir o que sentem. Não por escolha consciente, mas por hábito, medo ou até sobrevivência. Cresceram a ouvir que “não vale a pena falar”, que “vai passar”, ou que demonstrar emoções é sinal de fraqueza. E assim, vão guardando tudo: mágoas, frustrações, tristezas… até alegrias não partilhadas.

O problema, é que aquilo que não sai, acumula. O corpo sente, a mente cansa. Surgem irritações sem motivo claro, ansiedade, cansaço emocional, até sintomas físicos. Porque emoções não desaparecem só por serem ignoradas. Elas ficam, transformam-se, e acabam por encontrar outra forma de se manifestar.

Quem não se expressa muitas vezes parece “forte” por fora, mas por dentro vive um turbilhão silencioso. E o mais difícil é que, com o tempo, até deixa de saber exatamente o que sente. Fica desconectado de si próprio.

Aprender a expressar não é falar tudo a toda a gente. É, primeiro, reconhecer o que se sente. Dar nome ás emoções. E depois, aos poucos, encontrar formas seguras de as libertar, seja numa conversa, na escrita, ou até num simples “hoje não estou bem”.

Falar não resolve tudo. Mas guardar tudo, quase sempre piora.

Expressar-se não é fraqueza. É cuidado consigo mesmo.

Resolver isso não é “começar a falar tudo de um dia para o outro”. Quem passou anos a guardar sentimentos precisa de reaprender aos poucos, com método, não com pressão.

  1. Ganhar consciência.

Se não sabe o que sente, não consegue expressar. Comece simples: ao longo do dia, pergunte a si próprio “o que estou a sentir agora?”. Pode ser algo básico: irritação, cansaço, tristeza. Dar nome já é meio caminho andado.

2. Criar um espaço seguro para libertar.

Nem toda a gente merece ouvir o que sente. E isso é importante. Pode começar sozinha: escrever num caderno, falar em voz alta quando está só, ou até gravar um áudio. O objetivo é tirar de dentro, não impressionar ninguém.

3. Praticar pequenas expressões no dia a dia.

Não precisa de começar com conversas profundas. Comece por algo simples:

  • “Hoje não estou com muita energia”
  • “Isto incomodou-me um pouco”
  • “Preciso de um tempo”

4. Aceitar o desconforto.

Vai parecer estranho no início. Vai sentir culpa, medo de julgamento, vontade de voltar ao silêncio. Mas por vezes, temos de sair da nossa zona de conforto.

5. Escolher melhor com quem abre-se.

Se abriu-se no passado e foi ignorado(a), é natural que tenha se fechado. Mas a solução não é calar para sempre. É escolher melhor as pessoas. Nem todos têm capacidade emocional para lhe ouvir.

Guardar tudo, não lhe protege, só lhe sobrecarrega. 

Enquanto continuar a engolir emoções, vai pagar o preço. No corpo, na mente e nas relações. Expressar não é perder controlo. É ganhar saúde emocional.

 

 

O que são doenças neurodegenerativas?

Doenças neurodegenerativas são condições em que o cérebro e/ou sistema nervoso vão perdendo, de forma progressiva, a sua capacidade de funcionar. Isto acontece porque os neurónios (as células nervosas) se deterioram e acabam por morrer ao longo do tempo.

Ao contrário de  problemas passageiros, estas doenças evoluem lentamente e afetam áreas importantes como a memória, o movimento, a linguagem e o comportamento. Por isso, os sintomas tendem a piorar com o tempo.

Alguns exemplos conhecidos incluem a Doença de Alzheimer, a Doença de Parkinson e a Esclerose Lateral Amiotrófica.

Cada uma destas doenças afeta o corpo e forma diferente, mas todas têm algo em comum: são crónicas, progressivas e, atualmente, não têm cura. No entanto, existem tratamentos e cuidados que ajudam a controlar os sintomas e a melhorar a qualidade de vida da pessoa.

Na prática, quem cuida de alguém com uma doença neurodegenerativa sabe que não se trata apenas de uma doença física. Há também um impacto emocional, cognitivo e social, tanto para o doente como para a família. Por isso, o acompanhamento deve ser feito com paciência, empatia e adaptação constante ás necessidades da pessoa.

Qual a diferença entre a doença neurodegenerativa e Défice Cognitivo Ligeiro?

A diferença é importante, e muitas pessoas confundem.

As doenças neurodegenerativas são doenças progressivas e irreversíveis.

Isto significa que há uma destruição contínua dos neurónios, e a pessoa vai perdendo capacidades ao longo do tempo (memória, autonomia, linguagem, movimentos, dependendo da doença).

Já o Défice Cognitivo ligeiro é diferente. É uma fase intermédia entre o envelhecimento normal e uma demência.

  • A pessoa tem falhas de memória ou atenção, mas ainda consegue viver de forma relativamente independente.
  • Não é necessariamente uma doença neurodegenerativa, embora possa ser um sinal inicial de uma
  • Nem sempre evolui. Algumas pessoas mantêm-se estáveis ou até melhoram

 

 

Quando engolir se torna difícil: A disfagia nas demências

È hora de almoço. O seu familiar com demência senta-se á mesa e começa a comer, ao seu ritmo. Mas, começa a ter um comportamento incompreensível: começa a cuspir pedaços do comer. Pedaços de pão, cascas, verduras… e claro, você acha um absurdo isso acontecer. Seu familiar adorava pão com queijo, adorava um bom bife com batatas fritas e arroz. Agora, começa a cuspir pedaços de arroz e tira os pedaços de carne da boca. Porque razão agora não come direito?

Não é teimosia, ele não está a fazer de propósito. Ele não está a gozar consigo. Apenas está a ter mais dificuldade em engolir

A disfagia (dificuldade em engolir) é muito comum nas demências. E não aparece “do nada”. Ela acontece porque o cérebro deixa de conseguir coordenar um processo que, apesar de ser simples, é altamente complexo.

Engolir, envolve várias etapas: mastigar, formar o bolo alimentar, controlar a língua, fechar corretamente a via respiratória e empurrar o alimento até ao estômago. Tudo isso depende de áreas do cérebro que vão sendo afetadas pela demência. Quando o seu familiar cospe pedaços de comida, ele pode já ter alguma dificuldade em mastigar ou acha que já não consegue engolir direito aquele alimento. Este problema também pode ser algum problema dentário. (Dente a doer ou placa larga ou a incomodar)

Com a progressão da doença, a pessoa pode:

  • Esquecer-se de como mastigar e engolir
  • Perder força nos músculos da boca e garganta
  • Engasgar-se com facilidade
  • Ter alimentos ou líquidos a “irem para o sítio errado” (pulmões), aumentando o risco de pneumonia.

Porque isto é perigoso?

Porque pode levar a desnutrição, desidratação e, principalmente, aspiração, que é quando a comida ou líquidos entram nas vias respiratórias.

O que fazer na prática:

Adaptar a consistência dos alimentos

  • Preferir alimentos macios, triturados ou em puré
  • Evitar alimentos secos, duros ou que se desfazem facilmente (ex: bolachas, arroz solto)
  • Usar espessantes nos líquidos, se necessário

Posição correta

  • A pessoa deve estar sentada, com o tronco direito (nunca deitada)
  • Manter essa posição pelo menos 20-30 minutos após a refeição

Ritmo e ambiente

  • Dar pequenas quantidades
  • Não apressar
  • Evitar distrações(TV, muito barulho)
  • Incentivar, mas sem forçar

Observação constante

  • Tosse durante ou após comer
  • Voz “molhada” ou alterada
  • Comida a ficar na boca
  • Recusa alimentar. Se aparecerem estes sinais, é preciso atenção imediata.

Quando existe disfagia, a tendência é facilitar: dar só sopas, papas ou purés. O problema é que, muitas vezes esses alimentos são pobres em nutrientes. Resultado? A pessoa até “come”, mas começa a perder peso, força e imunidade.

Na demência, isso é ainda mais grave: o corpo já está fragilizado, e a desnutrição acelera o declínio.

O objetivo não é só conseguir engolir. È nutrir de verdade.

  1. Proteína em todas as refeições. Essencial para manter massa muscular e evitar fraqueza. (Carne ou peixe triturados. Ovos, iogurte, queijo cremoso)
  2. Calorias suficientes. Se a pessoa come pouco, cada colher tem que contar. (azeite nos purés, abacate, manteiga de amendoim)
  3. Vitaminas e minerais. (Sopa com legumes variados. Fruta triturada ou cozida)

Dar comidas comidas “leves” pode parecer cuidado… mas a longo prazo, é negligência nutricional sem intenção.

 

 

Défice Cognitivo Ligeiro (DCL)

O défice cognitivo ligeiro (DCL) é uma condição caracterizada por uma diminuição leve, mas perceptível, das capacidades cognitivas, como a memória, a atenção ou o raciocínio. Vai além do envelhecimento normal, mas ainda não é suficientemente grave para interferir de forma significativa com a autonomia do dia a dia.

Pessoas com DCL podem apresentar sinais como:

  • Esquecimentos mais frequentes (nomes, compromissos, conversas recentes)
  • Dificuldade em encontrar palavras
  • Maior lentidão no pensamento ou na tomada decisões
  • Perda de concentração em tarefas mais exigentes

Apesar destas alterações, a pessoa continua, na maioria dos casos, a conseguir realizar as suas atividades diárias de forma independente.

É importante perceber que o DCL não é necessariamente uma demência, como o Alzheimer. Em alguns casos, pode manter-se estável durante anos ou até melhorar, especialmente se estiver relacionado com fatores como stress, depressão, falta de sono ou medicação. No entanto, pode evoluir para doenças neurodegenerativas.

O diagnóstico é feito pelos profissionais de saúde, através de avaliação clínica e testes cognitivos. A intervenção precoce é fundamental e pode incluir:

  • Estimulação cognitiva
  • Atividade física regular
  • Alimentação equilibrada
  • Controlo de doenças como diabetes ou hipertensão
  • Manutenção de uma vida social ativa

O DCL não tem uma única causa. Na verdade, é resultado de vários fatores que podem afetar o cérebro.

Algumas causas são reversíveis, outras podem estar ligadas ao início de doenças mais complexas.

As principais causas incluem:

  1. Envelhecimento cerebral. Com o passar dos anos, o cérebro sofre alterações naturais. Em algumas pessoas, essas mudanças são mais acentuadas e dão origem ao défice cognitivo ligeiro.
  2. Doenças neurodegenerativas. Em certos casos, o DCL pode ser uma fase inicial de doenças como demências.
  3. Problemas vasculares. Alterações na circulação sanguínea cerebral (como pequenos AVC’s ou má irrigação) podem afetar a memória e o raciocínio
  4. Depressão ou ansiedade. A saúde mental tem um impacto direto na cognição. Estados depressivos podem causar falta de concentração, esquecimentos e lentidão de pensamento.
  5. Distúrbios do sono. Dormir mal ou ter doenças como a apneia do sono prejudica o descanso cerebral e afeta a memória.
  6. Défices nutricionais. Falta de vitaminas, especialmente vitamina B12, pode interferir com o funcionamento do sistema nervoso.
  7. Uso de medicamentos ou substâncias. Certos medicamentos (como sedativos) ou o consumo de álcool e drogas podem afetar temporariamente a cognição.
  8. Doenças crónicas. Condições como diabetes, hipertensão ou problemas da tiroide podem impactar o cérebro ao longo do tempo.

O ponto mais importante aqui é este: nem todos os casos de DCL evoluem para demência. Quando a causa é identificada e tratada (por exemplo, depressão ou falta de vitaminas), pode haver melhoria significativa.

Se há sinais, o melhor caminho é avaliar cedo. Ignorar achando que “é da idade” costuma ser o erro que atrasa intervenções que realmente ajudam.

Alzheimer e afeto: como os bonecos ajudam a acalmar e a conectar

Vou partilhar dois exemplos de duas utentes completamente diferentes que eu cuido.

Dona Rosa (nome fictício) antes de ser diagnosticada com Alzheimer, tinha uma vida muito ativa.  Era a típica  dona de casa, organizada, personalidade forte. Dedicava-se à sua fazenda e à família. E, entre os afazeres dessa fazenda, criava galinhas.

Nunca me esqueço da primeira vez que fui apresentada à Dona Rosa. Ela sentou-se de frente para mim. E só me olhava de cima a baixo, silenciosa, postura firme e atenta. Enquanto eu falava com a família, sobre as condições de trabalho e sobre a patologia da Dona Rosa, ela só ouvia e olhava para mim, atentamente. Era como se estivesse a estudar-me, se eu era digna de entrar em casa dela, para fazer-lhe companhia. Afinal de contas, eu iria entrar no território dela, algo que ela defendia e protegia. Tinha absolutamente razão.

Enquanto eu explicava sobre a doença de Alzheimer aos seus familiares, dei entender, que a Dona Rosa não tinha culpa de ter momentos de agressividade e agitação. Devagarinho, a Dona Rosa percebeu que afinal, eu não era uma ameaça. Eu a compreendia.

Com o passar do dias, eu notava uma certa ansiedade nela. Um medo de perder o controle de tudo. Do corpo, da mente e das suas responsabilidades. Decidi ajudar nesse aspeto.

Um certo dia, comprei um pintainho de peluche, Daqueles pintainhos que as lojas vendem na época da Páscoa. Algo banal, mas não para quem tem Alzheimer.

Dona Rosa estava na mesa da cozinha. Nessa altura estava a comer pouco. Eu tinha de pensar em estratégia. Como relaxar um bocadinho a Dona Rosa?

Peguei naquele pintainho e mostrei a ela. Os olhos brilharam como uma criança quando recebe alguma prenda de Natal. “Tome, é para si. Um lindo pintainho para cuidar e para fazer-lhe companhia.”

Ela logo começou a tocar e a acariciar ele, como se fosse real.

Enquanto ela acariciava o peluche, eu preparei um lanche. Coloquei em frente dela e ela comeu…tudo. Já não havia ansiedade, a expressão do rosto tinha mudado. Ela estava contente por ser útil. Estava a cuidar de algo que era lhe familiar. Hoje em dia, quando ela não vê o pintainho, faz questão de perguntar por ele. São inseparáveis.

Dona Conceição é também diagnosticada com Alzheimer. Uma senhora tranquila, meiguinha. Uma dona de casa, que dedicou a sua vida inteira ao marido e aos filhos.

Está quase acamada e recentemente viúva. Mas ela não sabe que o marido faleceu e é totalmente compreensível. Ela não iria entender. Provavelmente o seu estado de saúde iria se deteriorar ainda mais. Neste caso, defendemos uma omissão para o bem da utente.

Se existem casais perfeitos, este era um deles. Eram casados á 60 anos. O marido tinha acabado de completar 90 anos, e ainda era muito dedicado á mulher. Fazia questão de me ajudar a preparar o pequeno almoço para ela. A água sempre à disposição e olhava atentamente enquanto ela comia. Fazia questão de dar beijinhos, de ver televisão juntamente com a sua mulher, de mãos dadas. Mesmo quando ela estava com sinais de alguma inquietação, ele, com a sua paciência, tentava a acalmar.

No meu primeiro dia a cuidar dela, eu ofereci um bonequinho de peluche, com chapéu de Pai Natal. Mas por enquanto, estava no quarto, mas mais distante.

Mas, a Dona Conceição de repente ficou viúva, e ás vezes pergunta onde está o marido. Temos de mentir.

Resolvi, para preencher algum vazio e solidão, especialmente na hora de dormir (ela dormia com o marido á 60 anos) eu coloquei o bonequinho ao lado ela, para fazer companhia.

Recentemente, ela falava no Pai Natal, que não viu ele. (era de dia e ela estava na cama um bocadinho) mas, depois esqueci a conversa.

Dia seguinte, após o almoço, deitei a Dona Conceição. “Não consigo sem o Pai Natal”. Eu não estava a entender.

De repente olhei para o peluche, que estava ao lado da cama, e notei que ele tinha o chapéu do Pai Natal.

“É este o Pai Natal?” Ela sorriu… afinal, já estava habituada ao peluche.

Os bonecos podem desempenhar um papel surpreendentemente importante no cuidado de pessoas com Alzheimer.

Mais do que simples objetos, eles funcionam como estímulos emocionais que despertam sentimentos de carinho, proteção e utilidade. Em muitos casos, ao segurar um boneco, a pessoa revive memórias antigas ligadas ao cuidar de um filho, de um familiar ou de algum animal. O que traz conforto e uma sensação de propósito.

Além disse, ajudam a reduzir a ansiedade, a agitação e até comportamentos repetitivos, criando momentos de calma e ligação emocional. Para quem cuida, tornam-se também uma ferramenta valiosa para estabelecer comunicação, mesmo quando as palavras já falham.

Num mundo onde a memória se perde aos poucos, pequenos gestos e objetos com significado podem fazer toda a diferença. E os bonecos são, muitas vezes, um desses pontos de afeto que ainda permanecem.

 

Compreender a ansiedade

“O mal do século” Esta e entre outras frases, costumam definir a ansiedade.

Mas, sabia que a ansiedade até um certo ponto, é uma aliada do ser humano?

Este sentimento está presente na nossa vida, justamente para que o Ser Humano sobreviva aos perigos de cada período seja ao proteger-se de predadores mortais como na pré-história ou, numa situação mais atual,  ao evitar ser-se assaltado ou atropelado, para assim ajudar a enfrentar situações de ameaça.

Para compreender melhor a ansiedade e a sua importância no nosso dia a dia, é interessante imaginar como seria a vida sem este sentimento. Desde situações mais inocentes, desde aquele frio na barriga, que deixa um momento inédito mais especial, áquelas que despertam a nossa atenção para perigo, como fugir de um carro em andamento ou de um cão enraivecido na rua.

Ou seja, é um recurso nato do ser humano que acaba por impulsionar pessoas a progredirem, dia após dia; sem isto, elas ficam desmotivadas.

As reações ansiosas, que envolvem hormonas e neurotransmissores no cérebro e no resto do corpo, despertam comportamentos que já estão pré-programados em  cada pessoa, mas que precisam deste empurrão para serem ativados.

É como uma vivência do universo do medo direcionada para o futuro, com variados tons e expectativa, angústia e agitação.

Isto resulta em manifestações físicas, psíquicas e comportamentais. Entre elas, a inquietação, um aperto no peito, e uma sensação que algo grave irá acontecer.

Segundo os especialistas, os reflexos da ansiedade pelo corpo, auxiliam na nossa sobrevivência em situações ameaçadoras.

Por um lado, a ansiedade aparenta ter um aspeto positivo para o ser humano.

Mas, como tudo o que é exagerado, acaba por atrapalhar mais, do que nos ajudar.

Esta reação também tem a capacidade de prejudicar e acabar por evoluir para um Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG).

Ou, outros derivados dos mesmos sintomas (fobias, síndrome do pânico, etc).

Como funciona o cérebro ansioso?

A relação entre o cérebro e ansiedade, ocorre metaforicamente da mesma forma que o fogo e o álcool.  Representados pela Adrenalina (Neurotransmissor que estimula as reações do  corpo ao stress) e o nosso organismo.

Esta adrenalina precisa ser queimada,  que causa ações diferentes em cada parte do nosso corpo. Pode provocar tonturas, taquicardia, boca seca, dificuldade respiratória, tremores, frio na barriga, inquietação, visão turva, arrepios, sensação de queda, e sensação que vai morrer na hora).

Para além da Adrenalina, a disfunção da Serotonina (regula o sono e o humor)  Dopamina ( proporciona sensações de recompensa) também é uma característica marcante dos quadros de ansiedade.

A ansiedade afeta o cérebro, ativando de forma excessiva a amígdala,  nosso “Centro de alarme” enquanto a comunicação com o córtex pré-frontal responsável pelo raciocínio e controle, fica comprometida.

O dia a dia acelerado

Uma simples frase como “Preciso falar contigo”, pode já soar o alarme no cérebro ansioso. A Partir do momento que ouvem essa frase, a mente é inundada por vários pensamentos. “Será que fiz algo de mal?”, “Será que vão acabar o nosso namoro?” “Será que fui despedido do trabalho?”

Tudo isto resume-se a uma frase: A ansiedade é  excesso de futuro.

Ás vezes, a maioria desses pensamentos e filmes, nem chegam de facto a acontecer. E isto acaba por gerar stress, medo e ansiedade.

Na era atual de informação, o uso de tecnologias acabou por facilitar a nossa vida, de uma forma mais rápida e prática. Com esta facilidade, muitas pessoas pensam que podem fazer tudo mais rápido e assumir outras coisas, antes de ter finalizado as anteriores .E aqui está o perigo. A ansiedade é um transtorno que faz com que a pessoa sinta uma total sensação de impotência em relação ao seu tempo e como administrar os seus afazeres quotidianos.

Esta acumulação de funções, faz com que a pessoa perca o sentido de prioridade. E as vezes, com a pressa ela compromete a eficácia das tarefas.

E isto faz com que a pessoa sinta-se frustrada. Como se não fosse capaz ou que não seja suficientemente boa.

Acalmar uma mente ansiosa não é sobre “parar de pensar” mas sim sobre mudar a forma como você se relaciona com esses pensamentos. Quando o volume das preocupações aumenta, o segredo é trazer o foco de volta para o momento presente e para o corpo.

Aqui estão algumas estratégias práticas e eficazes para encontrar o equilíbrio.:

Técnicas de Aterramento

Quando a mente viaja para o futuro (“e se…?), você precisa trazê-la e volta para o presente. A técnica mais famosa é a 5-4-3-2-1

  • 5 coisas que você pode ver á sua volta
  • 4 coisas que você pode tocar
  • 3 sons que você pode ouvir
  • 2 cheiros que você pode sentir
  • 1 coisa que você pode provar

Controle da respiração

A ansiedade acelera o ritmo cardíaco. Ao controlar a respiração, você envia um sinal ao cérebro de que está seguro.

Inspire por 4 segundos, segure por 4, expire por 4 e mantenha os pulmões vazios por mais 4 segundos.

Repita o ciclo.

Organize o “Caos mental”

Muitas vezes, a ansiedade surge pelo excesso de tarefas ou incertezas acumuladas.

  • Despejo mental: Escreva em um papel tudo o que está lhe preocupando, sem julgamentos. Tira o pensamento da cabeça e colocá-lo no papel reduz a carga cognitiva.

Movimente o corpo

A ansiedade é um excesso de energia (adrenalina e cortisol). Dar um destino físico a essa energia ajuda muito:

  • Uma caminhada curta de 10 minutos
  • Alongar o pescoço e os ombros (onde acumulamos tensão)
  • Sacudir as mãos e os braços para “liberar” o stress acumulado

Nota importante: Se a ansiedade for constante e interferir severamente na sua rotina, buscar a ajuda de um psicólogo ou psiquiatra é o passo mais corajoso e eficaz que você pode dar. Você não precisa carregar tudo sozinho.